A febre dos perfumes árabes ganhou força no Brasil em 2025, quando a categoria deixou de ser nicho e passou a figurar entre os objetos de desejo. Dados do Google apontam que o tema foi o 7º produto mais cobiçado pelos brasileiros no último ano.
O mesmo levantamento revela que as buscas pelo termo cresceram 24 vezes nos últimos dois anos. Um estudo da DSM-Firmenich aponta que o Brasil concentra 40% da audiência digital global sobre o tema, reflexo de um salto de 380% nas vendas do setor em 2024.
A consolidação do interesse brasileiro acontece em meio ao dinamismo internacional. A consultoria IMARC estima que o mercado de perfumes na Arábia Saudita atingiu US$ 1,95 bilhão em 2025, com projeção de US$ 2,71 bilhões até 2034.
VANILLA | 28, KAYALI
As notas quentes e doces, com base em almíscar e açúcar mascavo, estruturam um bestseller mundial. O código 28 indica 28 rodadas de ajustes para chegar ao acorde aprovado pela fundadora Mona Kattan. Ela comanda uma marca ligada à estética árabe.
Segundo a criadora, o cheiro tem o poder de transportar para diferentes lugares e épocas, funcionando como marcador de momentos na vida.
ANI, NISHANE
A fragrância tem saída picante e cítrica, com gengibre azul e bergamota, explorando o calor da baunilha. Do eixo turco, a Nishane harmoniza tradição e contemporaneidade, em homenagem à herança cosmopolita de Istambul.
A marca enfatiza a inspiração histórica da região, conectando passado e presente em uma experiência olfativa única.
NATURAL AMBER, AL HARAMAIN
Este perfume, desenvolvido para uso unissex, destaca a nota âmbar como fio condutor. No topo, incenso e oud criam mistério, enquanto baunilha, almíscar e sândalo aquecem a pirâmide olfativa.
A Al Haramain, casa de perfumaria fundada em 1970 em Dubai, lançou recentemente no Brasil uma linha com 20 criações pensadas para climas quentes, mantendo um portfólio que supera mil fragrâncias no mundo.


